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Critérios de Avaliação das Ações Extensionistas

O Processo de Cadastramento das Ações de Extensão é responsável pela formalização das Ações de Extensão na Pró-Reitoria de Extensão da UFC.

1) OBJETIVO

Orientar os pareceristas e avaliadores das ações de extensão submetidas à Pró-Reitoria de
Extensão da UFC, por meio dos critérios de avaliação definidos como prioritários para ampliar o
alcance e a relevância destas ações junto à comunidade acadêmica e externa à UFC.

2) RESPONSÁVEIS

● Comissão de Avaliadores designada pela Pró-Reitoria de Extensão

3) FLUXO DO PROCESSO
Banner que remete à figura maior do processo de cadastramento de uma ação extensionista da UFC

Mapeamento do Cadastro e Recadastro de Ações Extensionistas

4) ANÁLISE TÉCNICA

Conforme já explicitado por meio do Memorando Circular nº 02/Prex/2015, o qual está embasado na legislação vigente, estão listadas a seguir eventuais inconformidades que precisam de correção:
 
4.1) EQUIPE DE TRABALHO

4.1.1) TEMPO EXCEDENTE DE DEDICAÇÃO ÀS AÇÕES EXTENSIONISTAS
Horas-aulas atribuídas aos Coordenadores, Docentes e Servidores Técnico-Administrativos, em quantidades cumulativas na ação principal e vinculadas (ex. entre Programa e Projeto, Curso, Prestação de Serviços, Eventos etc.) não podem exceder os seguintes limites:

Para servidores com carga horária de 40 horas semanais ou DE
♦ Mínimo » 4 horas semanais  /  ♦ Máximo » 16 horas semanais
Para servidores com carga horária de 20 horas semanais
♦ Mínimo » 4 horas semanais  /  ♦ Máximo » 12 horas semanais

* A carga horária máxima semanal de 16 (dezesseis) horas inclui atividades como coordenação principal de uma ação, e também como apenas integrante em outras ações extensionistas.

* A quantidade máxima de ações de extensão por Coordenador (a)/Integrante da equipe de  trabalho NÃO deverá exceder o limite de 4 (quatro) ações.

Coordenadores de Programas e Projetos devem ficar atentos à contagem das horas somadas de atividade de Ensino, Pesquisa e Extensão, que não pode ultrapassar o tempo de atividade contratual na UFC.
Caso haja horas-aulas atribuídas a Coordenadores, Docentes e Servidores Técnico-administrativos em quantidades cumulativas na ação principal e vinculadas (ex. entre Programa e Projeto, Curso, Prestação de Serviços, Eventos etc.) que excedam o limite descrito acima, é preciso ajustá-las.

4.1.2) VALOR DA HORA-AULA
Informação do valor unitário (reais) da hora-aula em desacordo com o cálculo dado pela fração entre o vencimento bruto (básico mais incentivo de qualificação) e a carga horária do contrato de trabalho institucional. O sistema SIGAA realiza o cálculo automaticamente.

4.1.3) VÍNCULOS INCOMPATÍVEIS DOS INTEGRANTES DA EQUIPE
Vínculos extensionistas para docentes com regime de trabalho de dedicação exclusiva que são objetos de incompatibilidades funcionais (ex.: tempo dedicado à extensão somado ao tempo dedicado a outras atividades – graduação/pesquisa).

4.1.4) DADOS CADASTRAIS DA EQUIPE DE TRABALHO
O sistema importará os dados que constam na base de dados do SI3. No caso de membros externos, os dados deverão ser solicitados ao membro. Ver orientações sobre cadastro de externos no manual de Cadastramento [vide link].

 
4.2) ORÇAMENTO
4.2.1) PREENCHIMENTO DOS DADOS
Omissões, impropriedades e/ou equívocos na descrição dos diversos itens de despesas e seus correlacionados cálculos de Tempo/Quantidade-Valor Unitário (Reais) e Valor Total (Reais).

4.2.2) ESTIMATIVAS INADEQUADAS
Recursos previstos que não refletem uma realidade plausível para o desenvolvimento da atividade.

4.2.3) DESCRIÇÃO INCOMPLETA DOS ITENS DE RECEITA
Lacunas e/ou explicitação insuficiente das receitas, cujo detalhamento da origem dos recursos não atenta para o rigor indicativo da fonte de captação (ex. taxas, instituições patrocinadoras etc.) e dos pertinentes casos de repasses dos encargos institucionais (10%) que são devidos à UFC e às fundações de apoio.

4.2.4) ORÇAMENTO NÃO EQUILIBRADO
É imprescindível haver correspondência entre os valores totais das despesas e receitas.

4.2.5) IMPROPRIEDADE NO CÁLCULO DA CONTRAPARTIDA DA UFC
A contrapartida da UFC refere-se ao total de gastos realizados com os docentes e técnico-administrativos envolvidos na ação.

 
4.3) PENDÊNCIAS DIVERSAS
O fluxo de aprovação nas instâncias de Departamento (quando houver) e Unidade, antes de chegar à respectiva Coordenadoria Setorial da Prex, é imprescindível e automatizado pelo sistema.
Convém atentar:
► Quando houver anexos, verificar a presença das assinaturas devidas; e
► Quando for o caso, incluir o Relatório de Atividades da Ação refente ao ano anterior.

5) ANÁLISE DE MÉRITO

5.1. Análise da RELEVÂNCIA da Ação de Extensão
Critério
Descrição
Pontuação
Escala
5.1.1 Relevância Socioeconômica-ambiental Impacto na resolução de problemas sociais, econômicos e/ou ambientais, através da inclusão de grupos sociais, promoção cultural, prestação de serviços e/ou desenvolvimento de novos produtos.
1,5
0 a 1,5
5.1.2 Caráter Inovador Caracterização da solução proposta como nova ou significativamente melhorada, considerando soluções já disponíveis na UFC e no mercado.
1,5
0 a 1,5
5.1.3 Difusão do Conhecimento Estabelecimento de relação dialógica com os outros setores da sociedade, de modo a configurar a natureza extensionista da proposta por meio da produção e socialização de novos conhecimentos.
1,0
0 a 1,0
5.1.4 Relevância para a Comunidade Acadêmica Relevância para a formação dos alunos de graduação e pós-graduação, considerando a curricularização e o preceito da indissociabilidade entre extensão, ensino e pesquisa.
1,5
0 a 1,5

5.2. Análise da PROPOSTA da Ação de Extensão
Critério
Descrição
Pontuação
Escala
5.2.1 Objetivo, Justificativa, Metodologia e Público-Alvo Qualidade das informações apresentadas nos diversos campos do formulário de cadastramento da ação de extensão.
1,0
0 a 1,0
5.2.2 Cronograma, Equipe e Orçamento Viabilidade e coerência do cronograma, equipe e orçamento com o escopo da ação de extensão proposta.
1,0
0 a 1,0
5.2.3 Indicadores e Resultados Esperados Clareza dos indicadores e resultados, de forma a compreender a exequibilidade da ação de extensão proposta.
1,0
0 a 1,0

5.3. Parcerias Institucionais
Critério
Descrição
Pontuação
Escala
5.3.1 Parceria Interna Parceria entre 2 ou mais unidades acadêmicas e/ou administrivas da UFC.
0,5
0 ou 0,5
5.3.2 Parceria Externa com Contrapartida Não-Financeira Parceria externa à UFC com previsão de contrapartidas não-financeiras.
0,5
0 ou 0,5
5.3.3 Parceria Externa com Contrapartida Financeira Parceria externa à UFC com previsão de contrapartidas financeiras.
0,5
0 ou 0,5

A avaliação das propostas de ações de extensão devem ser orientadas pelos criterios de avaliação, seguindo as orientações descritas a seguir:

5.1.1 RELEVÂNCIA SÓCIO-ECONÔMICA

♦ Contribuição na formulação, na implementação e no fortalecimento de políticas públicas relevantes e prioritárias ao desenvolvimento socioeconômico regional;
♦ Compreenda ações de suporte e desenvolvimento de grupos sociais por meio da formação e qualificação de pessoas, da inclusão socioeconômica, da construção colaborativa de tecnologias sociais e/ou da ampliação de oportunidades no mercado de trabalho;
♦ Apoio efetivo na resolução de problemas existentes em comunidades ou organizações, envolvendo diagnósticos e planos de ação estrurados;

5.1.2 CARÁTER INOVADOR

♦ Apresentação de soluções inovadoras para resolução de problemas relevantes e reais de grupos sociais ou organizações públicas ou privadas;
♦ Contribuição para o desenvolvimento socioeconômico do estado, por meio da inovação e do empreendedorismo;

5.1.3 DIFUSÃO DO CONHECIMENTO

♦ Relação dialógica com os outros setores da sociedade, envolvendo a interação do conhecimento e da experiência acumulados na academia com o saber popular e com o saber de profissionais do mercado;
♦ Produção e socialização de novos conhecimentos e metodologias, de modo a configurar a natureza extensionista da proposta por meio do envolvimento direto com a sociedade/comunidade;
♦ Produção de artigos, comunicações e relatos da ação de extensão em periódicos, anais de seminários e em eventos de extensão universitária, internos e externos à UFC.

5.1.4 RELEVÂNCIA PARA A COMUNIDADE ACADÊMICA

♦ Cumprimento ao preceito da indissociabilidade entre extensão, ensino e pesquisa;
♦ Interdisciplinaridade caracterizada pela interação dos diferentes saberes (acadêmicos e populares) e ações interprofissionais e interinstitucionais;
♦ Contribuição para o processo de curriculariação dos estudantes de graduação por meio da disponiblização de vagas;
♦ Integração da formação técnico-científica e cidadã do estudante;

5.2.1 OBJETIVO, JUSTIFICATIVA, METODOLOGIA E PÚBLICO-ALVO

♦ A proposta apresenta objetivo, justificativa, metodologia e público-alvo coerentes entre si;
♦ Os campos possuem informações claras e assertivas, de forma que demonstram a relevância e a viabilidade da ação extensionista;
♦ A justificativa descreve de forma estruturada problema ou oportunidade que motivou a ação de extensão proposta;
♦ A metodologia contempla etapas ou fases necessárias ao desenvolvimento da ação de extensão proposta;
♦ O público-alvo envolve e beneficia agentes externos à UFC;

5.2.2 CRONOGRAMA, EQUIPE E ORÇAMENTO

♦ Cronograma contendo todas as atividades necessárias para o atingimento dos resultados esperados;
♦ A equipe do projeto
♦ Orçamento coerente com o escopo da ação de extensão, onde considera todas as rubricas não-financeiras e financeiras para execução da ação de extensão;

5.2.3 INDICADORES E RESULTADOS ESPERADOS

♦ Os indicadores são claros e mensuráveis;
♦ Os resultados qualitativos e quantitativos possuem relação com os indicadores e estão relacionadas às atividades e marcos do cronograma?

5.3. PARCERIAS INSTITUCIONAIS

♦ A parceria interna compreende a participação de 2 Unidades Acadêmicas e/ou Administrativas distintas da UFC, caracterizada pela participação dos seus respectivos docentes e técnicos-administrativos.
♦ A parceria externa compreende o envolvimento de agentes externos à UFC na ação de extensão proposta, tais como: prefeituras, empresas, associações, sindicatos, hospitais, escolas, etc.
♦ São consideradas contrapartidas não-financeiras: mão de obra direta da instituição parceira alocada para a ação de extensão, disponibilização de ambientes e/ou máquinas e equipamentos de propriedade da instituição parceira;
♦ São consideradas contrapartidas financeiras: contratação de terceiros, aquisição de máquinas e equipamentos e aquisição de insumos;
♦ Os valores de mão de obra direta ou indireta, hora-máquina (ou equipamento), aluguel de ambientes e insumos podem ser estimados livremente, de acordo com preços de mercado correspondentes;
♦ As parcerias devem estar evidentes no cronograma, equipe e orçamento;